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O Milho

O milho é um conhecido cereal cultivado em grande parte do mundo, utilizado como alimento humano ou ração animal, devido às suas qualidades nutricionais.

 

Existem várias espécies e variedades de milho, todas pertencentes ao gênero Zea.

 

O milho é cultivado em diversas regiões do mundo e os Estados Unidos, o maior País produtor. O Brasil, também destaca-se como grande produtor e exportador.

 

Atualmente, somente cerca de 14,5% de produção brasileira (fonte: Relatório 2005/2006 da União Brasileira de Avicultura - UBA) se destina ao consumo humano e, mesmo assim, de maneira indireta na composição de outros produtos. O seu consumo está relacionado à cultura brasileira – festas juninas, receitas tradicionais como cuzcuz, pamonha, curau, especialmente no Nordeste, além do milho propriamente, em espiga – Interior e Litoral – e uma variedade de aplicações culinárias em saladas, arroz, tortas, etc. Além destes, há a possibilidade de usos do milho em novas receitas, ainda pouco difundidas.

 

O cereal, de fato, comparece com parcimônia à mesa do brasileiro, principalmente quando se compara com o consumo registrado em outros países. Tome-se, por exemplo, o caso do México, país cujos indicadores socioeconômicos são semelhantes aos do Brasil. O consumo de milho per capita no México aproxima-se dos 63 quilos, demanda mais de três vezes superior aos 19 quilos anuais consumidos pelo brasileiro.

 

Isto se deve principalmente à falta de informação sobre o milho e à ausência de uma maior divulgação de suas qualidades nutricionais, bem como aos hábitos alimentares da população brasileira, que privilegia outros grãos.

 

Fomentar o consumo humano do grão, contribui no combate ao problema da desnutrição e ajuda a promover a interiorização do desenvolvimento econômico, pois o o grão é um cereal nobre, rico em energia — justamente a maior carência nutricional da população brasileira: vitaminas e fibras. O incentivo do consumo de milho é uma das mais rápidas e eficientes iniciativas para corrigir o problema da desnutrição, que acomete grande parcela da população brasileira.

 

A área cultivada, no período de 2006/2007, foi de 13,6 milhões de hectares e a produtividade apresentou melhorias em função da
combinação de clima favorável com equilíbrio de dias ensolarados e chuvosos, utilização de sementes de qualidade e maior eficiência na adubação. (Dados: Conab)

 

A Brasfrigo, maior processadora de milho em conserva do Brasil, entrou neste mercado fabricando marcas para terceiros; em seguida, começou a comercialização das suas marcas na década de 90.

 

No ano de 2003, a Brasfrigo inaugurou, em Luziânia, uma das mais modernas fábricas de alimentos do Brasil. E, no ano seguinte, adquire as marcas Jurema e Jussara, incrementando ainda mais sua capacidade de produção e participação de mercado.

 

A marca Jurema, foi lançada no mercado em 1966, transmitindo aos consumidores uma imagem de modernidade, qualidade e preço justo. Hoje, a marca Jurema é líder de mercado na categoria de milho e ervilha em conserva e é sinônimo de tradição entre os consumidores e é considerada também atual, prática e saborosa.

 

Pela proximidade da unidade industrial à área de plantio, os vegetais fabricados pela Brasfrigo são processados em, no máximo, 6 horas após colhidos, garantindo que os produtos cheguem sempre frescos ao consumidor.

 

Seu processo de produção é monitorado desde a colheita, que é realizada durante o ano todo, através de um processo de irrigação contínua. Além disso, o processo de seleção dos grãos possui uma tecnologia exclusiva no Brasil.

 

A Brasfrigo possui exclusividade de comercialização de uma variedade de milho híbrido chamada Roger´s Brasfrigo, desenvolvida e tropicalizada pela companhia suíça Sygenta Seeds. Este milho comercializado através da tradicional marca JUREMA e é uma variedade de milho que apresenta características únicas, sendo a maciez, o aspecto mais claro e o sabor mais doce, os seus principais diferenciais.

 

Outra exclusividade da Brasfrigo, no mercado latino-americano, é a comercialização do Milho Cozido no Vapor, que é produzido através de um processo que permite que as suas características naturais sejam preservadas, deixando-o ainda mais saboroso.

 

Além do Milho Cozido no Vapor, outro produto exclusivo na categoria é o milho Orgânico Terrabella, que é certificado pela IBD. Este é o primeiro milho orgânico produzido em escala industrial no Brasil.

 

Composição e benefícios nutricionais

 

Puro ou como ingrediente culinário, é uma importante fonte energética para o homem. Ao contrário do trigo e o arroz, que são refinados durante seus processos de industrialização, o milho conserva sua casca, que é rica em fibras, fundamental para a eliminação das toxinas do organismo humano.

 

As fibras fazem parte do grupo de alimentos que não são digeridos pelo organismo, pelo menos não da mesma maneira que acontece com outros macronutrientes (proteínas, carboidratos e gorduras). Trata-se de compostos químicos complexos que não têm um processo metabólico definido, porém, têm outros efeitos. São fundamentais para o bom funcionamento do intestino, participam da absorção dos carboidratos (retardam a absorção de glicose), alteram a captação de alguns minerais do intestino e agem de forma positiva na manutenção do nível de colesterol.

 

Mesmo que a pessoa não tenha problema de saúde e está com uma dieta equilibrada, é importante incluir fibras na alimentação. Isso, sem dúvida, evitará problemas futuros. O ideal é ingerir 25 gramas por dia e os alimentos de origem vegetal são ricos em fibras.

 

Um bom alimento deve ter, na sua composição, os nutrientes básicos: proteínas, carboidratos, lipídeos e substâncias biorreguladoras, como vitaminas, minerais e fibras. Desta forma, sob o ponto de vista nutricional, o milho é um alimento importante, pois do seu valor calórico, 2% são oriundos de proteínas, 14,5% dos carboidratos, além de apresentar a vantagem de ter apenas 1% de calorias fornecidas pelas gorduras. Como referência, 100 gramas de milho no Vapor Jurema fornece 3,3 gramas, podendo, assim, ser considerado como fonte de fibras.

 

O grão de milho também possui quantidade considerável de vitaminas B1 e E, além de sais minerais.

 

A vitamina B1 (tiamina) ajuda na regularização do sistema nervoso e aparelho digestivo, e tonifica o músculo cardíaco. A vitamina E apresenta propriedades antioxidantes sendo, por isso, utilizada na conservação de alimentos. Ela combate a degeneração muscular, atua no crescimento e protege o sistema reprodutor, aumentando a potência sexual. É ainda rico em Fósforo (necessário ao cérebro). Além disso, pode ser consumido por pessoas que possuem o aparelho digestivo delicado, por ser de fácil digestão.

 

Por estas razões, o milho pode e deve ser incluído como alimento na dieta do dia-a-dia porque ajuda a atender às exigências fisiológicas do organismo. Pode ser usado em saladas, misturado com outros grãos (arroz, ervilha, fava, lentilha), para acompanhar a batata, como recheio de tortas e como complemento de carnes. E mais: também pode ser consumido na hora do lanche.

 

Os praticantes de atividade física (moderada ou intensa) consomem praticamente todo o estoque de glicogênio para fornecer energia. Essa substância, que é armazenada nos músculos e no fígado, se transforma em glicose para dar a energia pedida pelo organismo. O mais adequado é repor o glicogênio nas primeiras seis horas após as atividades, quendo está no auge de atividade uma enzima glicogênio sintase, que faz justamente a transformação da glicose em glicogênio, cuja ação cessará em 20 horas. Essa recomposição do glicogênio é feita através do fornecimento adequado de substâncias glicídicas, como o carboidrato. Nesta situação, o milho pode ser um alimento indicado, pois possui pouca gordura e é rico em carboidratos complexos.

 

Usos

 

Uso na alimentação humana direta

 

Nos Estados Unidos, o uso do milho na alimentação humana direta é relativamente pequeno - embora haja grande produção de cereais matinais como flocos de cereais ou corn flakes e xarope de milho, utilizado como adoçante. No México o seu uso é muito importante, sendo a base da alimentação da população (é o ingrediente principal das tortilhas, e outros pratos da culinária mexicana).

 

No Brasil, é a matéria-prima principal de vários pratos da culinária típica brasileira como canjica, cuscuz, polenta, angu, mingaus, pamonhas, cremes, entre outros como bolos, pipoca ou simplesmente milho cozido.

 

Na indústria pode ser usado como componente para a fabricação de balas, biscoitos, pães, chocolates, geléias, sorvetes e maionese. Apesar de serem usados para fazer pães, o milho não contém a proteína glúten. Isso faz com que os assados de milho não sejam especialmente nutritivos (como é o caso dos assados feitos de trigo).

 

História

 

Segundo Mary Poll, em trabalho publicado na revista Pnas, os primeiros registros do cultivo do milho datam de há 7.300 anos, e foram encontrados em pequenas ilhas próximas ao litoral do México, no golfo do México. Seu nome, de origem indígena caribenha, significa "sustento da vida".

 

Alimentação básica de várias civilizações importantes ao longo dos séculos, os Olmecas, Maias, Astecas e Incas reverenciavam o cereal na arte e religião. Grande parte de suas atividades diárias eram ligadas ao seu cultivo. Segundo Linda Perry, em artigo publicado na revista Nature, o milho já era cultivado na América do Sul há pelo menos 4.000 anos.

 

O milho era plantado por índios americanos em montes, usando um sistema complexo que variava a espécie plantada de acordo com o seu uso. Esse método foi substituído por plantações de uma única espécie.

 

Com as grandes navegações do século XVI e o início do processo de colonização da América, a cultura do milho se expandiu para outras partes do mundo.

 

Hoje é cultivado e consumido em todos os continentes e sua produção só perde para a do trigo e do arroz.

 

No Brasil, o cultivo do milho vem desde antes da chegada dos europeus. Os índios, principalmente os guaranis, tinham o cereal como o principal ingrediente de sua dieta. Com a chegada dos portugueses, o consumo aumentou e novos produtos à base de milho foram incorporados aos hábitos alimentares dos brasileiros.

 

No final da década de 1950, por causa de uma grande campanha em favor do trigo, o cereal perdeu espaço na mesa brasileira. Atualmente, embora o nível de consumo do milho no Brasil venha crescendo, ainda está longe de ser comparado a países como o México e aos da região do Caribe.